Caríssimos ouvintes e amigos da WR TRINDADE SANTA! Graça e Paz! Na última quarta-feira no programa Família Hoje tivemos uma discussão sobre os 10 mandamentos do casal, com Antônio Marcelino, e como achamos interessante este tema, estamos publicando este material no blog da rádio!! Estes mandamentos são interessantes para a vida em comunidade e vida matrimonial! Aprendi muito com estas dicas, o que não quer dizer que elas sejam fáceis, mas é um desafio diário para quem vive o matrimônio!
Uma equipe de psicólogos e especialistas americanos, que trabalhava em terapia conjugal,
elaborou “Os Dez Mandamentos do Casal”. Gostaria de analisá-los aqui, já que trazem muita
sabedoria para a vida e felicidade dos casais. É mais fácil aprender com o erro dos
outros do que com os próprios.
1. Nunca irritar-se ao mesmo tempo
A todo custo evitar a explosão. Quanto mais a situação é complicada, mais a calma é
necessária. Então, será preciso que um dos dois acione o mecanismo que assegure a calma
de ambos diante da situação conflitante. É preciso convencermo-nos de que na explosão
nada será feito de bom. Todos sabemos bem quais são os frutos de uma explosão: apenas
destroços, morte e tristeza. Portanto, jamais permitir que a explosão chegue a acontecer.
D. Helder Câmara tem um belo pensamento que diz: “Há criaturas que são como a cana, mesmo
postas na moenda, esmagadas de todo, reduzidas a bagaço, só sabem dar doçura…”.
2. Nunca gritar um com o outro
A não ser que a casa esteja pegando fogo.
Quem tem bons argumentos não precisa gritar. Quanto mais alguém grita, menos é ouvido.
Alguém me disse certa vez que se gritar resolvesse alguma coisa, porco nenhum morreria…
Gritar é próprio daquele que é fraco moralmente, e precisa impor pelos gritos aquilo que
não consegue pelos argumentos e pela razão.
3. Se alguém deve ganhar na discussão, deixar que seja o outro
Perder uma discussão pode ser um ato de inteligência e de amor. Dialogar jamais será
discutir, pela simples razão de que a discussão pressupõe um vencedor e um derrotado, e
no diálogo não. Portanto, se por descuido nosso, o diálogo se transformar em discussão,
permita que o outro “vença”, para que mais rapidamente ela termine. Discussão no
casamento é sinônimo de “guerra”, de luta inglória. “A vitória na guerra deveria ser
comemorada com um funeral”; dizia Lao Tsé. Que vantagem há em se ganhar uma disputa
contra aquele que é a nossa própria carne? É preciso que o casal tenha a determinação de
não provocar brigas; não podemos nos esquecer que basta uma pequena nuvem para esconder o
sol. Às vezes uma pequena discussão esconde por muitos dias o sol da alegria no lar.
4. Se for inevitável chamar a atenção, fazê-lo com amor
A outra parte tem que entender que a crítica tem o objetivo de somar e não de dividir. Só
tem sentido a crítica que for construtiva; e essa é amorosa, sem acusações e condenações.
Antes de apontarmos um defeito, é sempre aconselhável apresentar duas qualidades do
outro. Isso funciona como um anestésico para que se possa fazer o curativo sem dor. E
reze pelo outro antes de abordá-lo em um problema difícil. Peça ao Senhor e a Nossa
Senhora que preparem o coração dele para receber bem o que você precisa dizer-lhe. Deus é
o primeiro interessado na harmonia do casal.
5. Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado
A pessoa é sempre maior que seus erros, e ninguém gosta de ser caracterizado por seus
defeitos. Toda vez que acusamos a pessoa por seus erros passados, estamos trazendo-os de
volta e dificultando que ela se livre deles. Certamente não é isto que queremos para a
pessoa amada. É preciso todo o cuidado para que isto não ocorra nos momentos de
discussão. Nestas horas o melhor é manter a boca fechada. Aquele que estiver mais calmo,
que for mais controlado, deve ficar quieto e deixar o outro falar até que se acalme. Não
revidar em palavras, senão a discussão aumenta, e tudo de mau pode acontecer, em termos
de ressentimentos, mágoas e dolorosas feridas. Nos tempos horríveis da “guerra fria”,
quando pairava sobre o mundo todo o perigo de uma guerra nuclear, como uma espada de
Dâmocles sobre as nossas cabeças, o Papa Paulo VI avisou o mundo: “a paz impõe-se somente
com a paz, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade”. Ora, se isto é válido para
o mundo encontrar a paz, muito mais é válido para todos os casais viverem bem. Portanto,
como ensina Thomás de Kemphis, na Imitação de Cristo, “primeiro conserva-te em paz,
depois poderás pacificar os outros”. E Paulo VI, ardoroso defensor da paz, dizia: “se a
guerra é o outro nome da morte, a vida é o outro nome da paz”. Portanto, para haver vida
no casamento, é preciso haver a paz; e ela tem um preço: a nossa maturidade.
6. A displicência com qualquer pessoa é tolerável, menos com o cônjuge
Na vida a dois tudo pode e deve ser importante, pois a felicidade nasce das pequenas
coisas. A falta de atenção para com o cônjuge é triste na vida do casal e demonstra
desprezo para com o outro. Seja atento ao que ele diz, aos seus problemas e aspirações.
7. Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo
“Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento” (Ef 4,26b)
Se isso não acontecer, no dia seguinte o problema poderá ser bem maior. Não se pode
deixar acumular problema sobre problema, sem solução. Já pensou se você usasse a mesma
leiteira que já usou no dia anterior, para ferver o leite, sem antes lavá-la? O leite
certamente azedaria. O mesmo acontece quando acordamos sem resolver os conflitos de
ontem. Os problemas da vida conjugal são normais e exigem de nós atenção e coragem para
enfrentá-los, até que sejam solucionados, com o nosso trabalho e com a graça de Deus. A
atitude da avestruz, da fuga, é a pior que existe. Com paz e perseverança busquemos a
solução.
8. Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro uma palavra carinhosa
Muitos têm reservas enormes de ternura, mas esquecem de expressá-las em voz alta. Não
basta amar o outro, é preciso dizer isto também com palavras. Especialmente para as
mulheres, isto tem um efeito quase mágico. É um tônico que muda completamente o seu
estado de ânimo, humor e bem estar. Muitos homens têm dificuldade neste ponto; alguns por
problemas de educação, mas a maioria porque ainda não se deu conta da sua importância.
Como são importantes essas expressões de carinho que fazem o outro crescer: “eu te amo”,
“você é muito importante para mim”, “sem você eu não teria conseguido vencer este
problema”, “a tua presença é importante para mim”; “tuas palavras me ajudam a viver”…
Diga isto ao outro com sinceridade toda vez que experimentar o auxílio edificante dele.
9. Cometendo um erro, saber admiti-lo e pedir desculpas
Admitir um erro não é humilhação. A pessoa que admite o seu erro demonstra ser honesta
consigo mesma e com o outro. Quando erramos não temos duas alternativas honestas, apenas
uma: reconhecer o erro, pedir perdão e procurar remediar o que fizemos de errado, com o
propósito de não repeti-lo. Isto é ser humilde. Agindo assim, mesmo os nossos erros e
quedas serão alavancas para o nosso amadurecimento e crescimento. Quando temos a coragem
de pedir perdão, vencendo o nosso orgulho, eliminamos quase de vez o motivo do conflito
no relacionamento, e a paz retorna aos corações. É nobre pedir perdão!
10. Quando um não quer, dois não brigam
É a sabedoria popular que ensina isto. Será preciso então que alguém tome a iniciativa de
quebrar o ciclo pernicioso que leva à briga. Tomar esta iniciativa será sempre um gesto
de grandeza, maturidade e amor. E a melhor maneira será “não pôr lenha na fogueira”, isto
é, não alimentar a discussão. Muitas vezes é pelo silêncio de um que a calma retorna ao
coração do outro. Outras vezes será por um abraço carinhoso, ou por uma palavra amiga.
Fonte: Canção Nova/ Prof. Felipe Aquino